Timelei - Porque acreditamos em sexo à primeira vista!
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O dia-a-dia de quem acredita em sexo à primeira vista.

Devaneios, contos, observações, notícias, masturbação mental, chutes, cultura inútil, inutilidade útil. A vida em dose dupla, sem gelo, sem mentira, sem viadagem.


 


23.06.04

Realidade surreal


Meu amigo imaginário começou a namorar a mulher dos meus sonhos. No começo, não era nada muito sério. Era até um amor platônico. Ele fantasiava encontros e tinha delírios de paixão.

O tempo foi passando e a coisa foi esquentando. Em um dia dos namorados qualquer, ele deu um CD com 43 versões diferentes de “Imagine” do John Lennon. Era a música deles. Eles tinham o sonho da casa própria. Até achavam legal morar na minha cabeça, mas sonhos são sonhos.

Um dia perguntei se ele achava que aquilo ia dar certo. Sei lá, achava aquilo tudo meio surreal. Ele me respondeu citando Raul Seixas:

“Sonho que se sonha só, é só um sonho, mas sonho que se sonha junto, é realidade.”
Pensei que ele andava fumando maconha. Putz, o cara já estava viajando. Mas o amor é assim mesmo, cheio de delírios.

E eles deliravam. Faziam umas festinhas secretas no lado direito do meu cérebro. Ela realizava todas as fantasias dele. Já o meu amigo imaginário, tratava-a como uma deusa. Era fiel, carinhoso e atencioso. Uma vez, conversando no banheiro feminino com uma dessas atrizes pornôs que vivem na minha cabeça, ela soltou:

- Ele me trata como uma rainha, esse cara não existe.

Tiveram o casamento dos sonhos. Moraram em uma linda casa e ele tinha o emprego que todos queriam ter. Estavam com a vida que eu peço a Deus.

Porém ele começou a ter uma quedinha pela sua vizinha, uma linda loira, sueca e peituda que é nada menos que a minha musa inspiradora. No começo ele ficava apenas tomando longos banhos e se imaginando com ela. Mas um dia não se segurou, e foi em busca do seu sonho. A mulher dos meus sonhos, sua esposa, descobriu tudo e deu um fim no casamento.

Fui perguntar porque ele tinha feito aquilo. Afinal, o a vida dele era perfeita, um paraíso na terra. Ele me respondeu:

- A grama do vizinho é sempre mais verde.




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14.06.04

O gordinho e a gostosa


Pois é, agora o povo só fala no possível romance entre a inacreditável Daniela Cicarelli e Ronaldo, o Feromônio.

Se o gordinho milionário ainda não catou de jeito a moça, podem apostar que logo vai. Afinal, agora ele tem toda a imprensa brasileira e mais de 100 milhões de habitantes colocando pilha.

Fazendo uma comparação, quando eu revelei que estava romanticamente interessado na mesma Daniela apenas uma pessoa me deu força dizendo que a relação era possível. Sendo que como toda boa progenitora zelosa, minha mãe estava apenas mentindo.

Eu não a culpo por esconder a verdade. Até porque ela vem fazendo a mesma coisa desde que eu nasci ("Você é tão lindo, meu filho!"). Ninguém pode ser julgado por simplesmente manter a coerência.

Já sobre o Ronaldo, o que mais eu poderia dizer? O desgraçado ganhou uma Copa do Mundo, assistiu a outra e amarelou ridiculamente em uma terceira. Qualquer esforço físico que o rapaz faz - comer uma modelo da Playboy, por exemplo - vale uns dois milhões de dólares da Nike.

Se eu quiser jogar bola, tenho que pagar 10 reais para bancar o rateio do campo de grama sintética do Seu Juca e ainda agüentar o velho reclamando do meu chute de canhota.




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07.06.04

Inveja do falo é prepotência masculina


Nós homens somos ridículos, risíveis e totalmente patéticos.

Tentamos negar com teorias e leis para atacar os direitos de qualquer bípede que não tivesse o hábito de coçar o saco, mas o fato de que nossas fraquezas estão muito acima das qualidades já se tornou mais do que público.

Obviamente as mulheres foram a "classe" que mais sofreu com a nossa velha ditadura (e pela primeira vez na história eu escrevo isso sem nenhum duplo sentido). Os negros, coitados, se foderam no processo. "Poxa, se a gente pode dominar o sexo oposto, que tal esse pessoal com cor de pele diferente?".

Tantos crimes cometidos porque não assumimos nossos medos e tentamos manter a pose. Se desde o começo da sociedade os homens deixassem bem claro que temem os seres de progesterona na mesma medida em que se sentem atraídos, teríamos menos problemas hoje e, quem sabe, ainda nos restaria alguma chance de dividir o poder.

Agora já era. Estamos em decadência e elas cansaram de ser boazinhas. Usam seus poderes naturais diretamente sobre a frágil resistência masculina sem pensar duas vezes. Também pudera, é extremamente fácil. Seja um cientista buscando respostas na quantificação da Teoria do Caos ou um jogador de futebol com milhares de dólares no bolso, todos nós abrimos mão de tudo por qualquer vagina que possua uma moldura interessante. Loira, morena ou ruiva? Fica ao gosto do o otário - quer dizer, freguês - e ao sabor da indústria cosmética com suas tintas para cabelo.

O crescimento da população gay só vem ressaltar a quantidade de homens que tomam consciência de sua própria fragilidade e desistem de lutar na guerra dos sexos que nós mesmo começamos. Eles tiram o time de campo, se acostumam a beijar peito peludo e morder fronha. Realmente não podemos julgar quem conscientemente foge de uma luta que já está perdida e vai abraçar o viril companheiro que está logo atrás, na frente ou de ladinho.

Até as mulheres começam a ficar entediadas. É tão fácil manipular esse pessoal de duas cabeças que logo o jogo perde a graça, causando entãoo surgimento de uma nova moda lésbica. A tendência do momento é usar homens apenas para ganhar dinheiro. Somos um objeto que nem mais para sexo serve. Ainda estamos vivos só porque pagamos bem para ver duas mulheres se beijando.

Eu, entretanto, sou um espécime diferente. Não tenho dinheiro suficiente para ver vocês mulheres se beijando ao vivo (aliás, envio meus sinceros agradecimentos a quem inventou a tecnologia de vídeo pela internet), mas sou um homem sem orgulho tolo e consciente de minha inapelável condição de derrotado. Um veterano de guerra que não deserda para a boiolice e aceita o destino de prisioneiro.

Tragam aquele óleo para massagem, os sais de banho e as duas irmãs suecas ninfomaníacas. Eu juro que não vou resistir e contarei todas as informações que possuo.




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01.06.04

Toddy X Nescau (ou "One Spoon to Rule Them All")


É verdade, essa rivalidade é maior do que Brasil e Argentina, árabes e judeus, polegares e indicadores. É uma batalha inglória que já jogou irmão contra irmão, sangue contra sangue e destruiu vários lares felizes.

De um lado temos o Nescau, o quase chocolate. Aquilo é tudo menos cacau, ninguém pode me convencer do contrário. É muito artificial, transgênico ou outra coisa que o valha. Você utiliza duas colheres e ele fica com gosto de quase chocolate. Se colocar mais, fica um quase chocolate mais forte. Quer adoçar? Tem que usar açúcar. É um absurdo!

Do outro lado tem o Toddy. Ele é feinho, pobre e mora longe, mas funciona. É chocolate de verdade, viril, forte e extremamente doce. É coisa para macho de verdade. Não agüenta, bebe leite... puro. Inclusive, se filmassem o café da manhã do Cowboy Marlboro, veriam que ele toma Toddy. Um copo cheio todo dia, logo depois de laçar um cavalo selvagem e antes de colocar aqueles adesivos de nicotina.

E tem mais, não adianta reclamar, Toddy empelota mesmo. É coisa para homem de verdade, para cowboy domador de touro das planícies. Ele não tenta fingir aquela placidez superficial do Nescau. As bolinhas que não dissolvem no leite mostram que a vida é irregular, difícil, feita de altos, baixos e, claro, pelotas de chocolate.

Colocando mais Toddy no leite, ele ficará cada vez mais forte, mais doce e mais espesso. Inclusive, é sabido que certa vez John Trevor, de Kentucky, EUA, colocou 1 kg de Toddy em um copo de leite (300 ml). Como resultado, obteve um material leve como isopor e rígido como o mais forte dos aços. Tal chocolate seria, digamos, perfeito para fazer naves espaciais.

Obviamente, o governo americano abafou o caso...




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01.06.04

Sushi Man


Geórgio Magalhães era um renomado cientista. Ele estava pesquisando um novo tipo de energia atômica, ao estudar as ligações "sigmas" de um átomo de peixe, quando foi atingido, acidentalmente, por um raio. Rapidamente, Geórgio adquiriu o estranho poder de produzir potentes bolinhos de arroz pelas mãos. Além disso, descobriu que conseguia exalar um insuportável cheiro de peixe-cru. Claro que ele conseguia voar também.

Depois de dois anos de atuação, o fã clube do Sushi Man distribuiu folders pela cidade com os seguintes escritos:

Se um dia você estiver com problema,
Se ninguém puder ajudá-lo
Corra até o mar e grite: Salmão!
Que Sushi Man - O paladino do bolinho de arroz! Irá socorrê-lo!

Sushi Man era o amigo do bairro. Salvava gatinhos em cima de árvores; Derrotava violentos bandidos com suas letais rajadas de bolinho de arroz; Ajudava velhinhas atravessarem a rua; Doou 50 reais para o "Criança Esperança"! Sushi Man derrotou os perversos Sparlaks, seres do Planeta B2 que tentaram frustradamente invadir a Terra. Sushi Man casou com uma linda modelo e passou sua lua de mel em uma ilha paradisíaca, tudo registrado pela Revista Caras.

Mas veio a crise da Argentina. As bolsas do mundo todo foram quebrando e o Mercosul começou a ruir. Sushi Man tinha várias ações, de um plano de urbanização da Patagônia que desvalorizaram da noite pro dia. Sushi Man estava endividado, devendo a Deus e o Mundo. Tentou abrir um rodízio de japonês mais a concorrência era forte. Tentou empurrar os seus direitos de imagem para um figurão em Hollywood, mas o figurão recusou. “I Don´t wanna this shit!”. Foi nesse ponto que em um ato de extrema covardia, Sushi Man sumiu.

Os Bandidos dominam a cidade, os gatos estão presos nas árvores, as velhinhas não conseguem mais atravessar a rua. Dizem que ele vai voltar. Só não sabem informar se a primeira aparição será na Luciana Gimenez ou no Gilberto Barros.




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01.06.04

Groove is in the heart


Pedro era um cara muito maneiro. Contava piada nas festinhas, dava conselho pra galera, colocava mulherada na fita da rapaziada, e até pouco tempo pegava uma morena que todo mundo ficava de boca aberta.

Regina era bonita, corpinho em cima, tinha um bom papo e um Corsa cinza. Ninguém entendia porque não tinha dado certo com Pedro.

A galera estava preocupada e o Hélio decidiu pergunta-la porque tinha terminado com o boa praça:

- Ele é legal e tudo, mas não rola!

- Sem essa Regina! Qual foi? Tem outro cara na parada?

- Bem, foi um lance ai que eu descobri...

- Conta! Conta!

- Pedro odeia "Groove is in the heart" do Dee-lite.

- Pedro odeia? Como pode? Todo mundo ama essa música. Não pode ser.

Mas era. Pedro admitiu para galera toda, depois de um porre de Gim-tônica, que odiava “Groove is in the heart”. Odiava ver como a música era dançante, odiava ver todo mundo fazendo "Pururu" depois do "one, two, three", odiava todo aquele rítimo , a voz da mulher que cantava, odiava até o nome Dee-lite. Simplificando, ele realmente odiava a música.

Pedro foi despedido do trabalho depois que o chefe descobriu sobre o Dee-lite. Acho que ele se jogou de um prédio ou coisa parecida. Tem gente que jura ter escutado ele gritando “Groove is in the heart, Ah-ah-ah-ah!” durante a queda. Em sua lápide está escrito: Pedro, uma pessoa única. We couldn't ask for another (Uh-huh uh-huh). 1976 - 2004.




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