Timelei - Porque acreditamos em sexo à primeira vista!
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Chique é ser rico!



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O dia-a-dia de quem acredita em sexo à primeira vista.

Devaneios, contos, observações, notícias, masturbação mental, chutes, cultura inútil, inutilidade útil. A vida em dose dupla, sem gelo, sem mentira, sem viadagem.


 


23.08.04

Redondos, gordinhos e simpatizantes


Timelei apresenta estilo do século XXI para barrigudos e pinguços à moda antiga.

Trocar uma série de abdominais por uma garrafa de cerveja gelada é a decisão mais feliz que um gordinho pode, literalmente, tomar na vida.

Quando feito com orgulho, este singelo ato etílico significa muito mais. Representa uma atitude de libertação, o grito de alforria de quem já entrou no cheque especial da contagem de calorias, adotou a dieta da sopa, resvalou no regime da lua e certa vez passou uma semana inteira comendo apenas biscoito de polvilho e alface.

Assumir a condição de ponto de referência adiposo é quase como sair do armário, só que sem a parte da ré no quibe. Quer dizer, sem a parte da ré, porque quibe tem de montão. Assim como esfiha, sorvete, empadão, rabada, churrasco e leitão à pururuca.

Ser redondo não é apenas pouco se importar que todos no ônibus pensem duas vezes antes de sentar no mesmo banco que você com medo de ficar com pouco espaço, mas sim considerar o acontecimento vantagem e garantia de uma viagem tranqüila, sem Testemunhas de Jeová ou mulheres de buço nas proximidades.

Não sentir culpa por ter barriga estufada e ainda irradiar um ar verdadeiramente confiante quando chamar a gordura que adorna a área do umbigo e adjacências de "calo sexual". Fazer isso na frente de uma gostosa sem precisar balançar as chaves do carro é ser Redondo.

Lipo é o estratagema dos farsantes. Dieta é a ilusão dos fracos de espírito. Cerveja é a verdadeira religião. Chopp e caipirinha são as únicas exceções aceitáveis. Afinal, se gordo fosse bom em seguir regra acabaria magro.

Para quem tem orgulho de ser Redondo, o Timelei criou a vestimenta adequada para mostrar ao mundo que o espaço extra ocupado é plenamente justificado.

Para quem é apenas gordinho funciona como inspiração, enquanto os simpatizantes podem finalmente provar que um mundo longe da bicicleta ergométrica é possível.

A todo o restante nós oferecemos um brinde e pedimos que também confiram a camisa. Caso contrário, de onde vamos tirar o dinheiro da saideira?




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18.08.04

Socorro!


A redação do Timelei pede encarecidamente que alguém crie uma, só uma, notícia que não seja de cunho esportivo. Passamos a terça-feira inteira em uma incrível cobertura ao vivo e o último assunto que queremos ver hoje é gente suada mostrando seu valor.

Esporte é legal, é saúde e ajuda os passa-fome do Haiti, mas já deu. No entanto, também não queremos a volta das mesmas notícias de sempre. Um mínimo de criatividade será aceito com prazer pelo bem do humor infame brasileiro. Sendo assim, não vale:

Atentado terrorista / celebridade grávida / padres molestando crianças / desvio de verbas / contas do Maluf no exterior / comentários elogiosos sobre nosso desempenho sexual.

Ok, admito que forcei a barra na última. Podem continuar agradecendo pela festinha na noite de ontem.




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13.08.04

Momento Paulo Coelho


Nenhum homem é uma ilha. Ninguém é uma praia de Niterói. Mas todos temos alguma baleia encalhada em nossas vidas.

Calma, não estou duvidando da condição espada de ninguém e muito menos afirmando que você é barangueiro, pegador de gordinha ou simplesmente amigo da Preta Gil. Aliás, se os olhos que perdem tempo com estas linhas são femininos, saibam então que não duvido da eficiência de sua dieta de baixo carboidrato.

Quando digo que todos temos baleias encalhadas utilizo uma alegoria. Nada a ver com escola de samba, Joãozinho Trinta e Camarote da Brahma. Tudo a ver com aquelas questões que nos incomodam, rolam na areia fazendo uma farofada e, apesar do mais sincero esforço, simplesmente não podem ser ignoradas por muito tempo (baleias são um tanto grandes, entende?).

Infelizmente (ou não), aquele capitão gordo do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro que vive salvando pingüim para aparecer no RJTV não pode ajudar a desencalhar o bicho de nossas praias. A baleia pessoal é intransferível e customizada. Marketing one-to-one a serviço de uma vida miserável.

O trabalho ingrato que te mata aos poucos, o salário de fome que deprime logo no início do mês, os seus sonhos de criança guardados no armário junto com aquelas playboys velhas, as mentiras que você fala quase sem pensar - conversa para baleia dormir - e vão desde "Eu ia te ligar mas fiquei sem tempo" até "também te amo".

O que fazer com a baleia? Sei lá! Problema seu. Quem ganha para dar conselhos é o Paulo Coelho.




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03.08.04

O post mais nojento dos últimos tempos


Diogo era o espertinho do colégio. Não queria saber de lancheiras com desenhos do Pato Donald ou de maça enrolada em papel toalha. Ele queria era dinheiro para comprar os lanches de verdade na cantina do colégio. Comprava hambúrgueres, chesseburguers, doces, refrigerante e tudo mais que dava vontade.

Mas Diogo tinha um pequeno probleminha. Ele odiava ter que “dar pedaço”. Primeiro, tentou em vão usar a tática do “meu pai não deixa dar pedaço”. Além de começar a ficar com uma fama de viadinho, os moleques da turma não caiam naquela historinha. Depois tentou utilizar um método mais complicado do “pedaço”. A pessoa só era obrigada a dar pedaço se não tivesse falado “licença” antes. Mas isso também não deu muito certo. Sempre tinha um remelento que se escondia no banheiro até a hora dele comprar o lance. O bacuri aparecia do nada, tirando um belo naco do seu sanduíche.

Ele já estava se conformando com a idéia de ser menos zura e dividir o seu delicioso lanche com a molecada quando teve a idéia de começar a lamber os seus sanduíches. Putz, era batata. Ninguém mais tinha coragem de pegar nenhum pedaço se quer. E Diogo lambia tudo. Lambia o sanduíche, a berola do copo de coca-cola (só começou a cuspir quando o pessoal sacou que era só usar um canudinho), abria uma mariola e já ia lambendo o doce todo. A mesma felicidade que um rapaz normal teve quando começou a notar que meninas tinham peitos foi a que Diogo teve ao descobrir que uma lambidela na sua comida resolvia qualquer parada.

Ele se tornou um viciado. Na hora do almoço, só conseguia começar a refeição depois de lamber o bife, a salada, batata por batata, arroz por arroz, e cada grãozinho de feijão. Ficava mais ou menos uma meia-hora ali, lambendo tudo antes de comer. Não acreditava em melhor amigo, mas se acreditasse certamente seria o cuspe.

Os anos se passaram e Diogo foi aperfeiçoando a técnica. Já mandava três escarrões no feijão e depois jogava o caldinho no resto da comida. Isso poupava tempo e mantinha a comida quente. Na rua, ele sentiu certa rejeição das pessoas. Para contornar tal problema, já levava dentro do bolso um vidrinho com cuspe. Na hora que batia a fome, era só fingir que estava meramente temperando a comida.

É claro que ele teve dificuldade em encontrar uma namorada. A primeira, não sacou muito bem essa história de cuspe e largou ele na primeira semana de namoro. A segunda, nem namorada foi direito. Logo que resolveram firmar a união, Diogo começou a lambê-la, como um cachorro mijando para demarcar o seu território. A menina respondeu com uma tapa na cara.

Miriam foi a que viu o grande potencial de um namorado com a língua nervosa. Dizem por ai que a terceira é a da sorte, e assim foi. Claro que como as outras ela ficou um pouco enojada com um sujeito a lambendo na praça de alimentação do shopping. Sorte do Diogo que Miriam conseguiu enxergar além. E acreditem, ela foi muito feliz por isso.

Casaram e tiveram um lindo rebento. Pena que Diogo não vai poder ver o moleque crescer. Está preso, acusado de pedofilia. Parece que as mães conservadoras do parquinho da cidade não gostaram muito de ver o pai lambendo o filho antes de colocá-lo na gangorra. Mas dizem que as fotos circularam a internet toda.




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