Timelei - Porque acreditamos em sexo à primeira vista!
Cheque especial é o ópio do povo.  
 • Destaques
 • Plantão
 • Top10
 • Imagens
 • Blog

  Guru:
 • Mahatma Melei


  Esportes:
 • Enfiando a Bola



 • Newsletter
 • Anuncie
 • Fale Conosco

 • Timelei em RSS



 • Carnaval é legal?


 • Home
 • Destaques
 • Plantão
 • Top 10
 • Imagens
 • Mahatma Melei
 • Esportes
 • Blog

 • Newsletter

 • Anuncie

 • Fale Conosco


O futuro é agora


Chique é ser rico!



 •  junho 2006
 •  maio 2006
 •  abril 2006
 •  março 2006
 •  fevereiro 2006
 •  outubro 2005
 •  setembro 2005
 •  julho 2005
 •  junho 2005
 •  maio 2005
 •  abril 2005
 •  março 2005
 •  fevereiro 2005
 •  janeiro 2005
 •  dezembro 2004
 •  novembro 2004
 •  outubro 2004
 •  setembro 2004
 •  agosto 2004
 •  julho 2004
 •  junho 2004
 •  maio 2004
 •  abril 2004



 



O dia-a-dia de quem acredita em sexo à primeira vista.

Devaneios, contos, observações, notícias, masturbação mental, chutes, cultura inútil, inutilidade útil. A vida em dose dupla, sem gelo, sem mentira, sem viadagem.


 


21.02.06

Meu filho, meu tesouro


- Eu repito. O conceito de self-made man ficou ultrapassado junto com o século XX. Trabalhar e estudar com dedicação para construir algo digno de orgulho é uma atitude que não se enquadra mais na realidade atual.

A platéia de empresários assistia boquiaberta a brilhante exposição da apresentadora. Projetado no telão em letras garrafais o título da palestra: Meu filho, meu tesouro.

- Estamos na era do self-lazy man. Aqui não existe mais carreira, muito menos estabilidade. O objetivo do futuro é fazer uma única grande jogada que garanta toda uma vida de moleza, ócio e completa ausência da necessidade de trabalho formal.

Utilizando o controle remoto, Luciana Gimenez avança para o próximo slide do PowerPoint com um diagrama explicativo sobre o conceito de “self-lazy man”. Alguns empresários na platéia, que gastaram centenas de reais para estar ali, não conseguiram conter o assombro. Não só a apresentadora do Superpop falava algo que fazia sentido como também sabia mexer no PowerPoint.

- Por isso eu estou aqui, recebendo para falar, e vocês estão aí sentados com a carteira um pouco mais leve. Poderiam ter contratado uma palestra do Amyr Klink. Ele viria aqui e mostraria a importância de um planejamento bem feito para o sucesso de uma viagem de barco ao cu do mundo. Com certeza uma analogia muito legal com o gerenciamento de grandes empresas...

Ela faz uma pausa para tomar um gole de água. Coloca o copo de volta na mesa localizada na lateral do palco antes de continuar.

- ...Mas se eu estou aqui significa que nenhum de vocês deseja aprender a planejar uma viagem empresarial ao cu do mundo. Portanto ensinarei como identificar uma oportunidade no mercado e aproveitá-la até o talo. Porque no mundo concorrido de hoje não basta conseguir o cliente. A Xuxa fez isso no passado com o Pelé e funcionou, mas hoje não é suficiente. Você tem que amarrar o cliente biologicamente, judicialmente e, acima de tudo, midiaticamente.

Aplausos entusiasmados da platéia. Luciana agradece e retoma sua exposição com um alerta.

- Caso suas filhas escolham seguir os meus passos, incentivem da forma correta. Não existe espaço para amadorismo no mercado. Ter filho de celebridade de segundo escalão como Frank Aguiar, Reginaldo Rossi ou qualquer um desses artistas falidos dos anos 80 é certeza de prejuízo. Precisamos pensar alto, de preferência em dólar. Caso contrário, além da chave de perna será preciso ensinar o alfabeto. É um plano de carreira mais longo e menos lucrativo, mas funcionou para a Bruna Surfistinha.




:: Permalink ::



20.02.06

Carnaval é legal?


Época de carnaval é igual a criança pequena. Tem gente que gosta, acha o máximo e faria de tudo para ter uma sempre ao lado.

Eu até considero interessante, mas prefiro ver de longe, com garantia de que o bebê ganha uma passagem só de ida para os braços dos pais se começar a incomodar.

Antes de me chamar de ranzinza, pense e veja como todos os eventos tradicionais do carnaval não são tão divertidos quanto parecem. O desfile das escolas de samba, por exemplo. No compacto da televisão que passa no dia seguinte ao desfile é tudo lindo. As escolas atravessam a avenida em 15 minutos, mais ou menos o mesmo tempo que a Leci Brandão leva para exaltar a comunidade que trabalhou muito para realizar um enredo tão bonito.

Mas, caso você não tenha notado, a letra de uma samba dura no máximo três minutos. A partir daí a mesma ladainha de “esplendor” rimando com “ôôô” vai se repetir eternamente. E como todos os sambas são parecidos, ficar no sambódromo significa ouvir a mesma música oito horas seguidas. Não há folião que agüente.

“E na mordomia do camarote daquela cervejaria?”, você pergunta. Grandes merdas, eu respondo. Lá dentro se encontra uma boa parcela do trabalho divino na forma de bundas e peitos perfeitos, é verdade, mas se você não for famoso ou rico vai terminar a noite com a faxineira. E essa é a hipótese mais otimista.

Comida e bebida à vontade não valem de nada quando a Luana Piovani está apenas a cinco passos e meio milhão de reais de distância. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe. É melhor ficar bêbado em casa, longe da faxineira e perto dos comentários da Leci Brandão.

Carnaval em Salvador? Também dispenso. Lá tudo é muito rápido. Não dá tempo nem de descobrir o nome da DST que você pega. Muito menos de tomar precauções básicas de tempos de folia, como olhar se o pomo de adão da “mulher” é maior do que o seu.

Já o renascimento dos antigos blocos carnavalescos cariocas é uma boa notícia, concordo. Mas ninguém avisa aos incautos que nesse novo “velho carnaval” sambam juntos uma porrada de ambulantes atropelando pedestres com seus isopores apoiados sobre carrinhos de rolimã desgovernados e cheios de cerveja quente superfaturada.

De outros carnavais eu não posso falar com conhecimento de causa. Mas só de ver a alegria do povo dançando frevo no nordeste posso calcular o número de meniscos perdidos com aquela coreografia bizarra.




:: Permalink ::



14.02.06

Sessão devedê I


Prepare aquela pipoca com gosto de chuteira alemã porque o filme de hoje é...


Fuga para a vitória
(“Victory” – EUA/1981)

Sylvester Stallone (o garanhão italiano) faz um plano mirabolante com Michael Caine (o cavaleiro inglês) para tirar Pelé (o atleta do século) da prisão.

Você quer mais tosqueira do que isso? Ah, quer? Estão vamos lá: Sylvester Stallone (o Rocky Balboa), Michael Caine (o mordomo do Batman) e Pelé (o segundo maior reprodutor do mundo) estão presos em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial(?) e realizam um plano mirabolante para escapar da prisão.

Ainda é pouca tosqueira para você? Então a gente aumenta a dose: Sylvester Stallone (o boca-torta), Michael Caine (que devia estar com meses de aluguel atrasado e o nome sujo na praça para aceitar o papel) e Pelé (entende?) estão presos em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial(?) e realizam um plano mirabolante para escapar da prisão durante um jogo de futebol!

Acredite se quiser, “Fuga para a vitória” não é uma atração especial do circo de Beto Carrero World. Até porque atrações de parques temáticos costumam gerar filmes razoáveis como “Piratas do Caribe”.

Juntando tantos personagens de diferentes nacionalidades, esse clássico do cinema do SBT poderia ser uma boa piada se o diretor não tivesse esquecido de colocar um papagaio falador de palavrão no final.


RECOMENDAÇÃO: O filme é uma porcaria. Certamente um dos piores roteiros já escritos com uma das mais bizarras seleções de atores da história do cinema. Por isso mesmo é imperdível e tão obrigatório quanto a obra completa de Charles Bronson.

Clique aqui para NÃO comprar esse DVD no Mercado Livre e ajude a gente a pagar as cervejas que tomamos no almoço de hoje.




:: Permalink ::



08.02.06

Alá aquele cartunista! Pega!


Apesar do que as notícias do Jornal Nacional nos fazem crer, “radicais islâmicos” não é um pleonasmo. Islâmico é quem acredita no Alcorão e radical, em geral, é quem é muito chato ou simplesmente não tem paciência de mudar de idéia.

A maior ironia nessa história de radicalismo religioso é que os grandes profetas, messias e escolhidos (incluindo outros personagens já interpretados pelo Keanu Reeves) certamente tinham bom humor para levar na esportiva uma piada.

Não existe ser humano que consiga ficar mais de dez minutos prestando atenção na conversa de um chato. Se ele tiver a mania de falar cutucando ou cuspindo, esse tempo limite diminui pela metade. Seguir um profeta chato anos e anos pelo deserto então, nem pensar.

Se essas pessoas arrebanharam um montão de seguidores, fazendo suas idéias vencerem as barreiras do espaço e do tempo, é porque tinham carisma e bom humor de sobra.

Buda era um cara engraçado. Não por acaso os monges budistas geralmente tem um senso de humor super afiado. Eles sabem que a maior parte do universo é uma grande piada.

Jesus Cristo certamente gostava de jogar conversa fora numa mesa de bar. No dia que faltou goró, ele logo deu um jeito de transformar água em vinho para a festa continuar. Uma prova irrefutável de que o papo estava animado. Caso contrário todo mundo aproveitaria a deixa para fechar a conta e o milagre nem teria razão de existir.

Maomé então nem se fala. O profeta do Islã devia se divertir horrores com aquela história de rios de mel e lindas virgens para quem sacrificasse a vida pela fé. Mais engraçado do que isso, só mesmo os comerciais do George Foreman Grill.

Falando sério agora, é claro que tanta violência não pode ser colocada na conta de uma simples piada. Existem disputas históricas em jogo que acontecimentos recentes ajudaram a agravar. O sucesso do João Kleber em Portugal, por exemplo. No Brasil ele teve seu programa vetado, mas no Velho Mundo acredito que continue a agir impunemente. Cedo ou tarde, todos pagam o preço da omissão.




:: Permalink ::