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Tão honesto quanto qualquer dirigente. Tão sutil quanto qualquer zagueiro. Tão infalível quanto qualquer juiz. Tão imparcial quanto qualquer torcedor. Tão verdadeiro quanto qualquer noticiário esportivo.


 


31.05.05

Com muita coisa na cabeça


Podemos falar qualquer coisa do Parreira, mas é impossível negar a coerência de suas decisões. Afinal, se em seus esquemas táticos até os atacantes precisam saber marcar, convenhamos que é uma temeridade convocar o Ronaldo Matrimônio para jogos tão importantes das Eliminatórias para a Copa 2006.

Nos últimos tempos o craque do Real Madrid enfrenta uma fase péssima, jogando de forma muito displicente e tomando uma porção de bolas nas costas.




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25.05.05

Milan X Liverpool




CLÓVIS
DUTRA





Mas que final. Uma final digna de um dos melhores campeonatos do mundo. De um lado o Milan com suas estrelas brasileiras Dida, Káka, Cafu e Serginho, do outro o Liverpool time limitado que chegou em sexto no campeonato inglês. E uma transmissão tão ruim da Rede Teve que me deu saudades, vejam só vocês, do Galvão Bueno.

Não tive como assistir a partida através da ESPN e fiquei refém desses que nem me dei o trabalho de guardar seus nomes. É fulano José, o Ciclano não sei o que e o outro tiozinho. Meu Deus do céu. Nem se a Rede Tevê tivesse escalado a turma do Pânico para narrar o jogo eu iria me divertir tanto.

Por exemplo, adoro prestar atenção nos termos “muleta” de jornalista esportivo sem recurso. Sabem aquelas expressões manjadas como “Não existe mais bobo no futebol” “O time estava com a faca e o queijo na mão”? O Zé das couves que estava narrando deve ter soltado umas 50 vezes “A estrela de fulano brilhou” ou “A estrela do Dida vai brilhar”. Eu não via tanta estrelas desde o último filme do Carl Sagan!

E não é que lá pelas tantas o Zé Mané me solta essa perola:

“Calma que tem mais liga em Setembro, isso aqui é apenas a final!”

APENAS A FINAL? Podem me dizer então qual é o jogo mais importante de um campeonato?

Ai ai...

Outra coisa que me impressionou muito foi o goleiro Dudek. Durante a partida ele estava muito nervoso, saía do gol de maneira espalhafatosa e tirando um lance aos doze minutos da prorrogação ele não me passava confiança nenhuma. Me fez lembrar um outro goleiro com nome parecido: Tadic. Aquela piada que o Vasco colocou no gol no último Brasileirão.

Se não fosse a espetacular atuação de Dudek durante a cobrança dos pênaltis eu afirmaria com certeza que ele é um primo distante da aberração vascaína.

...

Agora a merda européia esta feita. Ou você acha que só cartola brasileiro tem o direito de fazer lambança? A Liga acompanhou a mesma besteira que a FIFA fez na Copa do Mundo e não garantiu a presença do campeão na próxima edição do campeonato. Como o Liverpool chegou em sexto no campeonato inglês não conquistou a vaga automática, e agora? Vão me dizer que o campeão não poderá defender o seu título no próximo campeonato? Francamente....

...

Pois é, o Milan pipocou. Amarelou no campeonato italiano e amarelou na final européia. Também com os ex-são paulinos Kaká em campo e Leonardo como executivo do clube não poderia acontecer outra coisa.




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25.05.05

Guga: sem saída no ranking de entradas




CLÓVIS
DUTRA




Existem homens que entram para a história, homens que a escrevem, homens que fazem sua própria história e homens que perdem o bonde dela. O nosso tenista Gustavo Kuerten é um espécime da quarta categoria.

De quarta categoria também é o tênis que ele está jogando. A prova disso é que o vexame de Roland Garros não ganhou destaque nos noticiários e nos grandes portais da rede. Guga perder não é novidade. Paulo César Vasconcelos, repórter do Lance e da ESPN Brasil, se gostasse de tênis como gosta de futebol, poderia dizer que Kuerten é um ex-jogador de tênis em atividade, como já disse de alguns jogadores de futebol como Edmundo e Romário.

Eu não gosto de tênis. Acho um jogo pequeno burguês. Nem os ricos, milionários e endinheirados de toda espécie jogam tênis. Preferem golfe. Até mesmo quando você vê os ricaços praticando esporte nos filmes, o homem está jogando golfe enquanto sua mulher joga tênis. Inclusive chifra o marido com o professor de tênis.

Mas não é sobre tênis e meus gostos que eu quero falar, mas sim de Guga e como ele perdeu o bonde da história. O homem que jogou a sua chance de ser um herói e exemplo para os brasileiros pela latrina por um erro simples. Insistir em continuar vivo.

Guga em certo momento da sua vida escreveu a história, contudo não entrou para ela porque continuou vivo. Se ele fosse mas esperto tinha batido fatalmente com o seu carro em algum momento entre 2000/2001 quando figurava entre os melhores do mundo. Se tivesse feito isso nunca ganharia o apelido de Barrichello de raquete, e sim de Ayrton de raquete. Não quero comprar o talento, importância e carisma de Guga no seu esporte com o de Ayrton. Mas se Kuerten tivesse sofrido um acidente mortal de avião em novembro de 2001, talvez eu estivesse aqui discutindo quem é o nosso maior herói: Senna ou Guga.

Para abalizar minha teoria cito o exemplo dos Mamonas Assassinas, heróis da garotada rock/pop dos anos 90. Alguém tem dúvida que se vivos fossem, nós nem saberíamos disso? Eles estariam hoje aparecendo em programas de auditório toscos como o do Sérgio Malandro naquela emissora obscura (o que foi? Tomou um susto? É verdade, Sérgio Malandro não morreu e ainda tem um programa de televisão!). Morrer durante o seu sucesso relâmpago foi a melhor jogada da carreira deles. Tão bom que nessas festinhas de anos 80 sabe o que toca? Mamonas Assassinas. Ué, mas eles não são dos anos 90? Pois é...

Guga é o Mamona Assassina que sobreviveu. Decadente, sem talento, carisma ou sucesso. Seus cabelos, suas derrotas e sua vida amorosa não comovem mais o público ou a mídia. Ninguém mais fala dele. Nem no Globo Esporte e muito menos no TV Fama. Sua maior derrota foi a própria vida. E, coitado, nem morrer pode mais porque logo será esquecido.




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24.05.05

Medíocre, teu nome é emoção!




CLÓVIS
DUTRA




Estamos vivendo uma época muito sem graça tanto na Fórmula 1 quanto no futebol. Isso é o que escuto o tempo todo pelas ruas, bares e inferninhos de reputação duvidosa que freqüento. Tais afirmações são calcadas em uma simples constatação: estamos cercados de medianos. Mas é justamente por conta deles que discordo totalmente dessa afirmação e que estou voltando a dedicar meu domingo ao esporte.

Nas pistas, a FIA já mexeu tanto nas regras da competição e nunca chegou a uma verdadeira fórmula única. Tentou de tantas maneiras igualar a gigantesca diferença tecnológica das escuderias e técnica dos pilotos que conseguiu. E não digo isso porque o Alemão não está mais conseguindo ganhar uma corrida, mas porque Rubinho não está mais conseguindo perder nenhuma.

Ai, que saudades daquela época que reclamávamos quando o gordinho brazuca estava no segundo lugar mais alto do podium. Como éramos felizes e não sabíamos. Hoje, misturaram tanto os ruins com os bons que não é nenhuma surpresa se qualquer um, e incluo aquele que vem em primeiro quando pensamos em vice-campeões, ganhe a corrida. A emoção para mim não acabou, mas sim aumentou. Agora a aposta é real, emocionante e inesperada. Pode ser um espanhol em primeiro, um inglês, um alemão ou qualquer outro personagem das piadas do Ary Toledo. Não se surpreenda se você acordar num domingo e ver em cima do pódio um elefante se suicidando enfiando a tromba e uma garrafa de champanhe na bunda.

No futebol é a mesma coisa. Depois de um campeonato com a supremacia celeste e inconteste do Cruzeiro e um outro polarizado entre Santos e Atlético, hoje vemos uma disputa mais justa, mais compacta e mais emocionante. Espero que continue assim.

Não adianta você soltar 21 desdentados, junto com o Rodrigo Santoro em uma festa para disputar o prêmio de quem conquista mais mulheres. Se você soltar 22 Rodrigos Santoros, também será uma coisa muito sem graça. Legal mesmo, é ver um desdentado se arrumando com uma gostosa em uma semana e tomando um toco de uma baranga no final de semana seguinte. Isso que é emoção, esse é fator surpresa que estava faltando no futebol.

A diferença hoje entre o sétimo colocado e o primeiro é de apenas de três pontos. Isso quer dizer que em apenas uma rodada podemos ter o primeiro colocado caindo sete posições! Nessa mesma altura no campeonato de 2003, a diferença entre o primeiro e o quinto colocado era de cinco pontos! Se essa disputa continuar tão próxima até as últimas rodadas do campeonato, talvez testemunhemos o primeiro campeonato de pontos corridos emocionante. E isso por conta dos medianos.

Somente os medianos são capazes de fazer coisas estúpidas como Fluminense, Botafogo e Santos protagonizaram nas duas últimas rodadas. Ganhar de forma sensacional num dia e tomar goleadas vergonhosas no jogo seguinte, tornando um campeonato outrora meia-boca em algo que valha largar a patroa por duas horas para prestar atenção. Que venham a mim os barbeiros e os pernas-de-pau porque deles será o reino dos esportes!




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